A delegação foi composta por Maria Würth, neta do Professor Reinhold Würth e Vice-Presidente Executiva do Grupo Würth para as áreas da Arte e da Cultura, acompanhada pelo seu marido. Durante a visita, o grupo reuniu-se com o Conselho de Administração da Fundação Champalimaud e com a direcção das equipas clínicas e científicas para fazer o ponto de situação dos progressos alcançados e discutir os próximos passos desta colaboração de longo prazo.
Esta deslocação esteve integrada no processo de acompanhamento previsto para monitorizar a implementação do financiamento, avaliar o trabalho já em curso e explorar futuras prioridades nas áreas da investigação e da inovação clínica no Centro. Ao longo de várias sessões de trabalho no Würth Research Centre of Hope for Pancreatic Cancer located, o grupo recebeu atualizações sobre projetos em desenvolvimento que abrangem áreas tão diversas como a cirurgia pancreática avançada, a imagiologia de última geração, as biópsias líquidas e a investigação translacional, todas orientadas para melhorar os resultados dos doentes que lidam com um dos cancros mais letais e menos estudados.
A visita permitiu ainda avaliar o impacto do compromisso financeiro de 50 milhões de euros, que posiciona a Fundação Champalimaud entre os principais centros internacionais dedicados à investigação e ao tratamento do cancro do pâncreas. Este apoio está a possibilitar o reforço das equipas clínicas e científicas, o desenvolvimento de novos programas de investigação e a aceleração de projetos concebidos para transferir, mais rapidamente, as descobertas científicas em melhores métodos de diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes com cancro do pâncreas.
Para o futuro, ambas as instituições reafirmaram o seu compromisso com uma colaboração próxima e contínua. O plano de trabalho conjunto para os próximos anos continuará a alinhar as prioridades científicas, as necessidades clínicas identificadas no Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Centre e a visão de longo prazo que orientou a decisão inicial de financiamento: contribuir, a partir de Portugal, para o progresso global no conhecimento e tratamento de um dos cancros mais desafiantes da atualidade.
Texto de Teresa Silva Fernandes, Co-coordenadora da Equipa de Comunicação, Eventos & Outreach da Fundação Champalimaud.