18 Novembro 2025

De portas abertas além fronteiras

Quando, há 15 anos, Diego Carrasco aterrava em Lisboa pela primeira vez, a cidade parecia uma aguarela: telhados terracota a brilhar sobre o rio Tejo. “Lembro-me de ver os telhados do avião”, diz. “Era tão romântico. Pensei: esta cidade é tão antiga e, ao mesmo tempo, tão nova”.
Estávamos em 2010 e Carrasco, um jovem médico colombiano, tinha sido selecionado ao abrigo de um programa governamental que convidava médicos latino-americanos a trabalhar na Europa. “Senti-me bem-vindo desde o início, porque foi o próprio governo que me abriu as portas”.

18 Novembro 2025

Uma comunidade que te ajuda a avançar

Quando decidimos incluir o tema “acolher internacionais”, o nome do Mert Erginkaya foi um dos primeiros que me veio à cabeça. O Mert é um amigo próximo há mais de seis anos e senti sempre que representava o melhor da comunidade na Fundação Champalimaud (FC). Este texto é sobre a sua história e, de certa forma, também um pouco sobre a minha, porque tive a sorte de fazer parte da jornada do Mert na FC.

Félix Benoist

14 Novembro 2025

Science Kitchen

Era sexta-feira à noite, 7 de novembro, e o hall de entrada do Centro Champalimaud estava transformado e quase irreconhecível. Onde antes reinavam a calma e o silêncio, o espaço pulsava de energia: o som dos tachos, o sussurro das conversas, o aroma dos coentros e da abóbora assada, e no ar, a promessa de muito mais.

12 Novembro 2025

Episódio 7 – The Science of Imagination: Measuring the Invisible (Parte 2)

Exploramos como a imaginação pode curar – por exemplo, jogar Tetris após um trauma para atenuar imagens intrusivas na perturbação de stress pós-traumático (PTSD) – e como pode falhar, nas alucinações da doença de Parkinson ou do luto (quando um “cônjuge fantasma” pode ainda ser visto ou sentido), ou na Perturbação Neurológica Funcional, onde expectativas e emoções podem produzir sintomas físicos reais, até paralisia. Zeman partilha o inesquecível caso de “Toby” para mostrar o poder de sugestão em ação.

Nuno Viana

Martim Fernandes

Ishita Namjoshi

06 Novembro 2025

Como as Colaborações Científicas Podem Ajudar a Compreender Melhor o Cérebro e o Corpo

Historicamente, os cientistas que estudam o cérebro, como neurocientistas e psicólogos, trabalham separadamente daqueles que estudam o corpo, como endocrinologistas e fisiologistas. A investigação focada em como o sistema nervoso interage com o corpo tem crescido, mas, como diz Carlos Ribeiro, “costuma parar aí, raramente passando do pescoço para chegar novamente ao cérebro”. Já os neurocientistas tendem a concentrar-se nas funções superiores do cérebro, muitas vezes sem considerar como os sinais corporais as podem influenciar.

Mireia Rovira Duran

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